IMAGEM DIAGRAMA METÁFORA

 

Aloísio Nunes – UFAL

 

 

Dos três termos que formam o título do nosso trabalho, o primeiro, a imagem,  é, sem sombras de dúvidas, o mais comentado, estudado, debatido. Já para diagrama e metáfora, as atenções são menores. É justo que pensemos que haja justiça na atenção dada á imagem, visto que, ela se mostra muito mais: na fotografia, no cinema, na pintura, no vídeo. No entanto podemos afirmar que diagrama e metáfora estão tão presentes em nossa vida quanto a imagem.

Na verdade , imagem diagrama metáfora, são termos que estão muito próximos um do outro. Vejamos , por exemplo, o que nos diz Aulete (1980): imagem: figura que representa uma pessoa ou coisa obtida pelos processos do desenho, parecença, reprodução, cópia, representação dos objetos no espírito, o que trás a idéia de outra coisa, impressão passageira ou duradoura, (na retórica), a pintura ligeira de um objeto confrontado com outro sem caracterizar os pontos de analogia entre ambos, metáfora, expressão com o auxílio da qual e em virtude de analogias íntimas, de fácil compreensão, se reveste de formas ou cores, um sentimento ou um fato abstrato, representação de um objeto em superfície polida, (na física), imagem catrópica ( reflexão) e imagem dióptica ( refração) . Diagrama: representação de um objeto qualquer por meio de linhas, desenho, traçado, delineamento, esboço. Metáfora: tropo pelo qual se dá a uma pessoa ou coisa uma qualificação que ela não tem e que só por analogia se pode admitir, emprego de uma palavra em sentido diferente do próprio por semelhança subentendida, hipérbato, alegoria, catacrese.

O que podemos ver pelas definições até aqui elencadas é um grau muito grande de aproximação entre elas. Distinguir, se é que se pode, uma da outra, é um trabalho árduo. Estamos certos de que apenas didaticamente é que essa distinção é possível. A nossa tentativa de distinção aqui se dará por meio da semiótica do matemática, lógico e filósofo Charles Sanders Peirce (1839-1914) e de estudiosos que seguem a orientação peirciana: Roman Jakobsom, Décio Pignatari , Haroldo de Campos e Lúcia Santaella.

 

 

 

A semiótica peirciana

 

Para Peirce tudo começa na fenomenologia. Portanto, no estudo dos fenômenos que aparecem para nós. Apareceu é um fenômeno. Esse aparecimento dos fenômenos pode se manifestar de três maneiras distintas mas não totalmente separados. A primeira forma de aparecimento dos fenômenos é a qualidade de sentimentos. Isso se dá quando estamos em estado de disponibilidade, de candura, de mansidão. A Segunda forma é a da ação-reação, quando agimos sobre algo que se força sobre nós. Estamos no aqui-e-agora da força bruta. E a terceira forma é a mediação. Nessa terceira forma pensamos a qualidade de sentimento e a ação –reação. Portanto, marcamos um distanciamento desses dois primeiros estados.

No entanto, Peirce vai nos dizer que tudo que aparece, aparece como signo e vai definir signo como uma relação entre três elementos: o objeto, o signo e o interpretante. O objeto é aquilo que detona o signo, aquilo que provoca, que determina o signo. O signo é aquilo que se refere ao objeto. O interpretante é o signo melhorado. Portanto, o objeto determina uma qualidade de sentimento, o objeto se força sobre nós e assim sendo determina uma reação. A mediação é o controle sobre o objeto, até onde isso é possível, evidentemente. O signo melhorado, que é o interpretante, é que controla o objeto. O signo é sempre passível de melhora. E, assim sendo, temos sempre a possibilidade de melhorar o controle sobre o objeto. Isso significa que o signo nunca cobre o objeto totalmente. A fotografia de uma casa não é a casa, a maquete de uma casa não é a casa, o desenho de uma casa não é a casa, a planta baixa de uma casa não é a casa, o vídeo de uma casa não é a casa, etc. (Santaella, 1980).

Faremos, apenas, no restante deste trabalho, indicações e pequenos comentários de três textos que abordam o tema imagem diagrama metáfora num contínuo histórico. Os textos são respectivamente de Roman Jakobsom, Décio Pignatari, Haroldo de Campos.

 

A procura da essência da linguagem

 

Este é o título de um importante estudo de Roman Jakobsom onde é possível encontrar referências valiosas á semiótica peirciana. Jakobson é linguista e o objeto de estudo da linguística é a língua, portanto, é com a língua que Jakobson está ocupado. O texto começa com um citação de Leonard Bloomfield que diz o seguinte : “... No discurso humano, sons diferentes têm uma significação diferente” e “estudar a coordenação entre certos sons e certas significações é estudar a língua”. Um século antes Wilhelm von Humboldt já apontava esta relação entre o som e o sentido. E este é um problema eterno no estudo da linguagem. Estava presente nos estóicos, em Santo Agostinho e em Saussure, na relação significante/signifcado. Jakobson, no entanto, aponta para a semiótica, para Peirce quando levanta essa questão. Antes, todavia, diz o seguinte (sd:101-102):

 

O ressurgimento de controvérsias relativas á semiótica recoloca na ordem do dia a questão discutida com sagacidade no Crátilo, apaixonante diálogo de Platão: a linguagem liga a forma ao conteúdo “por natureza”(Physei), como o quer o personagem cujo nome forneceu o título ao diálogo, ou “por convenção”(Thesei), conforme os argumentos contrários de Hermógenes? No diálogo de Platão, o condutor, Sócrates, inclina-se a reconhecer que a representação por semelhança é superior ao emprego de signos arbitrários, mas, a despeito do poder de sedução da semelhança, ele julga Ter que admitir a intervenção de um fator complementar: a convenção, o costume, o hábito.

 

Nessa citação forma significa significante, conteúdo, significado. Aqui também “por natureza” significa por semelhança e “por convenção”, “aleatório”. Platão, portanto, admite a representação por semelhança complementada pela convenção, pelo signo arbitrário, pelo hábito. A língua, em Saussure é convencional. A lei da arbitrariedade do signo linguístico é clara: o signo nada tem a ver com a coisa representada. O acordo sobre a convencionalidade da língua não é unânime, no entanto.

Nessa discussão da busca da essência d a linguagem e da arbitrariedade do signo, Jakobson entre com uma longa citação onde faz referência a Peirce: (sd: 103-104);

 

Um dos traços mais marcantes da classificação semiótica de Peirce reside na perspectiva com que ele reconheceu que a diferença entre as três classes fundamentais de signos era uma diferença de lugar no seio de uma hierarquia toda relativa. Não é a presença ou a ausência absolutas de similaridade ou de contiguidade entre o significante e significado, nem o fato de que a conexão habitual entre esses constituintes seria da ordem do fato puro, que constituem o fundamento na divisão do conjunto de signos em ícones, índices e símbolos, mas somente a predominância de um desses fatores sobre os outros. É assim que esse sábio fala de ‘ícones para os quais a semelhança é assistida por regras convencionais’; e lembrem-se as diversas técnicas concernentes à perspectiva que o espectador deve assimilar para chegar à concepção desta ou daquela escola de pintura; a diferença do tamanho das silhuetas se reveste de significados opostos conforme os códigos picturais; em certas tradições medievais, as personagens viciosas são expressa e uniformemente representadas de perfil, e somente de frente na arte do antigo Egito. Peirce adianta que `seria difícil, se não impossível, citar um exemplo de índice absolutamente puro, assim como encontrar um signo que seja completamente desprovido de qualidade indicativa`. Mesmo um índice tão típico quanto um dedo apontado numa direção, em diferentes culturas, tem significações diferentes; por exemplo, para certas tribos da África do sul, indicar um objeto com o dedo é amaldiçoá-lo. Quanto ao símbolo, ‘ele implica necessariamente uma espécie de índice’, e ‘sem recorrer a índices, é impossível designar aquilo que se fala’.

 

Jakobson, na sequência do texto diz que Peirce distingue os ícones em duas subclasses diferentes: as imagens e os diagramas. Esqueceu as metáforas. E diz ele que na imagem, o significante representa as ‘qualidades simples’ do significado . No diagrama a relação significante/significado ‘concerne apenas ás relações entre suas partes’. Segundo Jakobson, Peirce define o diagrama como um ícone de relação e que convenções ajudam a desempenhar esse papel. Portanto, no diagrama entra um elemento de convenção, de símbolo, semioticamente falando. Diagrama é um ícone de relações traduzíveis. Um retângulo que indica a produção de aço de os EUA ao lado de outro retângulo que indica a produção de aço do Brasil, indica quanto aço produz cada um, traduz quantidades diferentes. Todo gráfico é um diagrama: ícone carregado de convenção, de traços ‘simbolóides’. Como dizia Gauss: “A álgebra é um ciência do olho” (Pignatari 1987:16). A álgebra é um diagrama. Toda equação algébrica é um ícone. Nos dia Jakobson (sd: 107):

 

O Estudo dos diagramas encontrou a oportunidade de novo desenvolvimento na teoria moderna dos gráficos (graphes) . Lendo o interessante trabalho de F. Harary, R.Z. Norman e D. Cartwright, Structural models (1965), que descreve de maneira profunda os gráficos dirigidos de dimensões múltiplas, o linguísta se impressiona por suas analogias manifestas com os esquemas gramaticais. A composição isomórfica do significante e do significado mostra, num e noutro domínio semiológico, dispositivos inteiramente similares, que facilitam uma transposição exata das estruturas gramaticais, em particular sintáticas, para gráficos. Propriedades linguísticas com a conexão essencial das entidades linguísticas entre se e com os limites inicial e final da sequência, a vizinhança imediata e a distância, o caráter central e a supressão elíptica de uma parte de componentes, encontram equivalentes muito exatos na constituição dos gráficos . A tradução literal de um sistema sintático inteiro em um conjunto de gráficos nos permite destacar as formas diagramáticas, icônicas, dos traços estritamente convencionais, simbólicos, de tal sistema.

 

Portanto, essa composição isomórfica entre significante/significado presente na esrutura linguística é um ícone carregado de simbolicidade, um diagrama.

 

Semiótica e literatura

 

A semiótica enquanto teoria geral dos signos e a literatura enquanto um procedimento específico, uma ciência particular dos arranjos dos signos formam um par perfeito de escrita e de leitura de escrita. Signos como já ficou dito mais atrás é uma relação entre três elementos: objeto, signo e interpretante. O objeto determina o signo; só conheço o objeto através do signo ( Nesse sentido o signo é primeiro); o signo é a trincheira de luta para se atingir o objeto, para se controlar o objeto; o interpretante é um signo melhorado que também se remete ao objeto. Todo e qualquer coisa que aparece pode ser enquadrada num das três categorias fenomenológicas. Tudo, em Peirce começa na fenomenologia. O fenômeno em nível de primeiridade é a pura possibilidade, a talidade, característica do icônico. No nível da secundidade o fenômeno se apresenta como choque e reação, aqui-e-agora, característica do indicial. No nível da terceiridade o fenômeno se apresenta como mediação, como norma, lei, características do simbólico. Nos diz Pignatari (1987:70):

 

Embora não rejeitando totalmente as contribuições da semiologia, consideramos a semiótica cientificamente melhor fundamentada e estruturada para apreender o vário e complexo universo sígnico. De saída, ela nos evita o grave risco de ‘verbalizar’ os demais sistemas de signos, convidando e instigando-nos a compreender melhor não apenas os signos não-verbais em suas naturezas específicas, como também a própria natureza do signo verbal em relação aos demais. Por aí, pode perceber-se a importância da semiótica para o estudo da literatura, uma vez que situar mais claramente o signo verbal em relação aos demais signos é uma tarefa de primeira ordem, uma verdadeira “prova vestibular” para a compreensão da fenômeno literário.

 

Semiótica e literatura é o título de um livro de Décio Pignatari na esteira de Jakobson e Peirce e aqui Pignatari define a questão que nos interessa imagem diagrama metáfora. Nos diz Pignatari (1987:70):

 

Um ícone puro, genuíno, só pode ser uma possibilidade, em virtude de sua qualidade – e o seu objeto só pode ser um primeiro. Uma fórmula algébrica é um ícone desse tipo. Há ícones degenerados, representames icônicos, que Peirce denomina Hipoícones, classificando-os em três tipos:

Imagens – participam de qualidades simples, ou primeiras primeiridades.

Diagrama – representam algo por relações diádicas análogas em algumas de

suas partes.

Metáfora – representam um paralelismo com alguma outra coisa.

Observar que estas tricotomias do ícone também obedecem á gradação das categorias, sendo a imagem mais próxima do ícone propriamente dito, e a metáfora mais afastada dele – mais próxima, portanto, do símbolo.

 

 

 

Ideograma anagrama diagrama

 

Haroldo de Campos organizou uma coletânea de textos que tem como aspecto central a relação entre lógica, poesia e linguagem. O primeiro texto é o de Ernest Fenollosa “Os caracteres da escrita chinesa como instrumento para a poesia”, um texto onde o aspecto ressaltado é o de que o ideograma, a escrita chinesa, aponta para uma “poética irredutivelmente gráfica”. O segundo texto “O princípio cinematográfico e o ideograma” de Sierguéi Eisenstein , discute o princípio cinematográfico da montagem, um cinema fundado nas relações paratáticas. Os outros textos trazem mais subsídios para a discussão dos aspectos visuais do pensamento ideogramático contraposto ao pensamento formado por subordinação, que é o nosso pensamento ocidental, fundado na lógica da língua, desde Aristóteles. Apresentando a coletânea, Haroldo de Campos faz um estudo minuncioso ressaltando a seguinte constelação: ideograma se relaciona a ideografia’/’ideografia se relaciona a forma’/ ‘forma se relaciona a poesia.’.”.

Partindo do conceito de função poética como a definira Roman Jakobson, isto é, a função da linguagem que se volta para a materialidade do signo em si mesma, para a imanência dos signos e também considerando os anagramas saussureanos ( As palavra sob as palavras), Haroldo de Campos vai associá-la, com Ezra Pound/Fenollosa, num paralelo “exótico” , ao “modelo chinês” , ao ideograma. Em suma, a associação do caráter palpável dos signos e da visualidade despojada dos caracteres chineses.

Como sabemos a humanidade começou seu processo de escrita pela pictografia, isto é, um desenho, uma gráfico, que representa um objeto. Depois evoluímos para a ideografia, um desenho, um gráfico que representa uma idéia, e, por último, a invenção do alfabeto e do sistema fonográfico, isto é, um desenho, um gráfico, que representa um som. Diz Haroldo de Campos ( 1993:40):

 

Desde logo o ‘pictograma’ é decididamente um ‘ícone’: é uma pintura que, em virtude de suas próprias características, se relaciona de algum modo, por similaridade, com o real, embora essa ‘qualidade representativa’ possa não decorre de imitação servil, mas de diferenciada configuração de relações, segundo um critério seletivo e criativo.

 

E, mais adiante, com ajuda de François Cheg, falando de ideograma, nos diz Haroldo de Campos (1993: 50-51):

 

Mais do que simples suportes de sons, os ideogramas se impõem com todo o peso de sua presença física. Signos-presença e não signos-utensílios, eles chamam a atenção por sua força emblemática e pelo ritmo gestual que comportam. Em virtude de sua escrita, os chineses têm a impressão de apreender o universo através dos traços essenciais cujas combinações revelariam as leis dinâmicas da transformação. Não é por acaso que na China a caligrafia, que exalta a beleza visual dos caracteres, tornou-se uma arte maior.

 

Depois dos conceitos de pictograma, ideograma, temos o conceito de fonograma, um desenho, um gráfico para cada som. O alfabeto ocidental e sua permanência quase que inalterada por séculos. Saussure fala que a linguística estuda a língua e não a escrita. Agora é certo que sem a escrita não existe língua. É bem possível que não tivéssemos chegado onde chegamos sem a escrita. Saussure defende que o signo linguístico é regido por duas leis, a arbitrariedade, isto é, nada tem a ver com a coisa representada e a linearidade do significante, isto é, nosso aparelho fonador não nos permite pronunciar dois sons ao mesmo tempo. Saussure , no entanto, estuda os anagramas, as palavra sob as palavras e isso leva como que a derrocada das duas leis do signo linguístico. Tudo isso para que tenhamos consci6encia da presença dos signos tais quais se apresentam: como imagens, diagramas e metáforas; como quase-signos. Aí encontramos a analogia, a semelhança, a similitude entre as coisas. A montagem cinematográfica de Eisenstein busca estes mesmos elementos. A “Tirania da lógica” é desmontada com esse procedimento e a “similaridade no dissimilar” brilha para sempre. O poeta trabalha justamente com estes elementos. O signo estético por excelência se encontra aí.

 

Hipoícones

 

Hipoícones são ícones que representam algo, que agem como signos e que são governados pela similaridade e pela comparação. Imagens são hipoícones, ou, como diria Peirce, são a primeira primeiridade, onde a similaridade está na aparência, no nível da qualidade ( CP 2. 276)

 

Qualquer imagem material, como uma pintura, por exemplo, é amplamente convencional em seu modo de representação; contudo, em si mesma, sem legenda ou rótulo, pode ser denominada um hipoícone.

 

Diagramas são a Segunda primeiridade, onde a similaridade esta na relação. Qualquer tipo de gráfico é um diagrama, isto é, um ícone de relações.

Metáforas são a terceira primeiridade, onde a similaridade está no caráter representativo.

Podemos concluir o seguinte: a imagem é uma similaridade na aparência; o diagrama uma similaridade na relação e a metáfora é uma similaridade no caráter representativo, no significado. A imagem acontece sozinha, sem título, sem rótulo, se apresenta; o diagrama pressupõe a imagem e a metáfora pressupõe o diagrama e a imagem. A aparência aparece, a relação se dá entre o signo e o objeto e o significado pressupõe a relação signo/objeto ,e aparência e um signo melhorado. As cintilações conotativas da metáfora produzem nítidos efeitos imagéticos. As metáfora sempre se engendram num processo de condensação tipicamente diagramático. A convencionlidade está presente na aparência. Se o convencional esta presente na imagem isto significa que o símbolo está presente na imagem e que não existe símbolo sem imagem. No coração da lei reside, portanto, a forma, a mais abstrata encarnação da imagem. Sem o índice, sem o diagrama, o símbolo perderia seu poder de refer6encia.(Confira Santaella e Nöth, 1998:59-71).

 

 

Referência Bibliográficas:

 

AULETE,Caldas (1980) Dicionário da língua portuguesa.

CAMPOS, Haroldo (1993) Ideograma anagrama diagrama. Cultrix, São Paulo.

JAKOBSON, Roman (s/d) Linguística e comunicação. Cultrix, São Paulo.

PEIRCE, S.C ( ) Collected papers.

SANTAELLA, Lúcia ( 1983) O que é semiótica. Brasiliense, São Paulo.

SANTAELLA, LÚCIA e NÖTH, Winfred (1998) Imagem